domingo, agosto 12, 2007

maré vaza

É cedo
meu amor

fragmentos do teu corpo acompanham o
sol que se acende na arriba dourada
plantada no além mar e
vai por ali
areal fora

sublime é a dança que nos rompe
o grito e
nos solta o riso

é madrugada,
meu amor,

uma madrugada aúrea,
nobre
de um sentimento
livre
abstracto

é tarde
meu amor

prende-nos a dança e
os corpos
na fisionomia


eis a sombra
a quatro pés

a maré vaza.
Ailéh

9 comentários:

gabriela r martins disse...

agora sim .temos poesia .temos poeta

.
.

por quanto tempo?

.

esperemos que não te dê o amok!!!!!!


um beijo ao som do Abrunhosa

Mateso disse...

Lindo e translúcido como a madrugada junto ao areal.
Bj

Nilson Barcelli disse...

Este teu poema é magnífico, parabéns.
Beijinhos.

PS: tens tantos blogues que eu ando meio perdido...

Vieira Calado disse...

Gostei do seu poema.
Bom resto de semana,

Nilson Barcelli disse...

Estive a ver os teus olhares.
És uma fotógrafa muito boa. Eu ainda não tinha reparado... parabéns.
Bom Domingo, beijinhos.

ailéh disse...

gabriela, pois...
e agora sim, que lé vem o amok , e lá se vai a poesia.

beijos

ailéh disse...

mateso, linda tu.
beijo

ailéh disse...

Nilson, é sempre bom nos perdermos para encontrar-mos novos caminhos.

um abraço

ailéh disse...

Vieira Calado, agradeço a sua passagem por cá.

um abraço