domingo, fevereiro 04, 2007

O poema no espaço branco

Escrevo no espaço branco da página sem sair nunca dele
embora escreva para sair do espaço branco.
Tu recebes os meus poemas ou dizes que recebes os meus poemas
mas na verdade não podes receber. Nunca saio do espaço branco
da página. O que escrevo não tem nenhum rumo para além
do que escrevo no espaço branco da página, o que escrevo é o que escrevo
e no que escrevo se resolve. Os poemas que te envio
não saem deste espaço e se aparentemente chegam às tuas mãos
é o outro lado ilusório deste círculo
que nunca pude romper.
O que tu lês já não é o que escrevi
no élan de uma liberdade que não posso compreender.
Só no espaço branco da página
as palavras que escrevo correspondem ao silêncio que
me leva a escrevê-las.Dentro desse espaço
o poema que escrevo retoma ao seu centro
à sua ausência à única realidade irrevogável.
Tu sentes no poema que recebes a sua respiração
e através dele recrias o poema que só
no espaço branco da página
é o poema de si mesmo, irrevogável e nu.
O poema que escrevo nesta página
talvez seja a primeira ilusão
que se materializa e se afirma
no silêncio da noite em que
se gera o poema.

António Ramos Rosa

15 comentários:

Gregorio Salvaterra disse...

Olá sonhadora do sul.
Sempre gostei de genealogias...
Este poema, manuscrito, está reproduzido na pedra (uma voz na pedra) na fachada da Biblioteca Municipal de Faro que também tem o nome do poeta.
Abraços na entrelinhas

Teresa Durães disse...

pois eu decidi que vou deixar de ser romancista, poeta ou lá o que sou.

já descobri o meu futuro. Sei que tenho uma brilhante carreira pela frente.

Agora preciso desenvencilhar-me dos filhos porque estão a colocar muitas resistências.

São uns tradicionais. credo!!!!

Rui Luís Lima disse...

Olá!

Se gostas de cinema vem visitar-nos em

www.paixoesedesejos.blogspot.com

todos os dias falamos de um filme diferente
Paula e Rui Lima

Teresa Durães disse...

oh yeh
ouve o que te digo!

não quero nada contigo
isto é uma porcaria
anda sempre na mentira
povo da escravidão
a ti digo sempre que não

no meu Rap não tens espaço
tu és um produto acabado
vai embora desparece
não passas de uma prece
que nada faz para viver
sempre a esconder
a cabeça no papel morto
está tudo roto
está tudo roto
oh yeh!

gabriela r martins disse...

Caturra!
trata.te ,please!!!!!!!!!!!!!!!!!

( não me bastava a Meia Leca ,tu também? )

Teresa Durães disse...

ahahahhahahah

tratar o quê?
a personalidade bão se trata!!!!
e o que andas a fazer à moça?
õlha que aqui eu recebo essa revista
quero ver o que sai nessa ----- para escravizares a mal!!

bejes às duas e não mates os escravos!

Teresa Durães disse...

buuuuuuuuuuuuu

algarvios

buuuuuuuuuuu


fora!!!!

Teresa Durães disse...

Oh yeh
Escuta com atenção
Gente sem coração

Prisioneiros
Dos estrangeiros
Perderam identidade
Nacionalidade
O que precisas
É identificação
E só tens
aculturação

Mergulha de vez
Mergulha de vez

O sol a aquecer
A pele a tostar
A terra a gretar
Nada a aproveitar

Mergulha de vez
Mergulha de vez

Arrasa o inferno
Canta comigo
O Algarve moderno
Está perdido

O'Sanji disse...

São tantas as vezes que o papel fica em branco! Havendo tanto para dizer!
Beijo do norte (chuvoso, pardacento).

ailéh disse...

Contador de gaivotas.
excelente este poeta do sul.

um abraço nas elinhas

Teresa Durães disse...

a tua chefe é uma mazona!! ehehhe

ailéh disse...

teresa tu deixa.te de invenções e escreve óviste...
tomo bejes

ailéh disse...

Rui e paula

passarei por lá som todo o gosto
obrigada pela visita

ailéh disse...

Gabrelita podiamos ir as 3 pra curia de férias, pra tratamentos adelgaçantes e assim...
bejes

ailéh disse...

O'sanji beijo de um sul cinzento