segunda-feira, novembro 20, 2006

Deixas em mim tanto de ti

A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.
Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,
Deixas em mim

Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.
A estrada ainda é longa,

Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distâncias sem perdão.
Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós
,Porque tu,
Deixas em mim

Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.
Navegas escondida,

Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Pedro Abrunhosa

6 comentários:

Teresa Durães disse...

'tava a estranhar qq coisinha...

logo vi...


beijos lusitanos!

al-jib disse...

dêxas?

um testanite ,p'ra su santa alminha!

o "almeida" de service

daniel sant'iago disse...

As tuas escolhas de bom gosto... Falo do poema que não do cantor.
Um beijo no regresso.

ailéh disse...

tavs que ,,, toma lá uns beijos...

ailéh disse...

oh aljib.. andas de manitas postas pah?
tu vê lá
na tenhe testanites mas tenhe uns bejes bons queres?

ailéh disse...

daniel
o poema é lindissimo, o pedro podera nao ser bom cantor , mas é um excelente letrista.
tem visões poéticas lindissimas.
adorei o regresso, beijos encantados