segunda-feira, abril 24, 2006

Cartas II

Desde do dia em que partiste os dias são diferentes, o mar já não é o mesmo e aqueles pássaros (lembras-te?) já não pousam naquela velha árvore. Talvez tudo tenha mudado assim como nós mudamos.
Queria que soubesses que a cidade permanece distante e que a padaria continua a abrir à mesma hora. Também gostaria que soubesses que ainda sonho com “ O Trovador ".
Perdoa-me se puderes, mas queimei todas aquelas cartas e todas as fotografias que denunciavam o nosso amor.
Neste momento escuto atentamente aquela música que fala da nossa loucura, talvez tudo isso não faça mais sentido.
Desde do dia em que partiste os dias são tão diferentes, o mar já não é o mesmo e aquele cafezinho de esquina fechou.
Desde do dia em que partiste os dias são diferentes e o mar já não é o mesmo e eu comecei a lembrar-me de mim.

Kraiene

3 comentários:

melchom disse...

às vezes, Ailéh, é muito bom lembrarmo-nos de nós.
esta, aliás, é a única forma que conheço de me lembrar dos outros ...
think about this!!!!
1 bj

ailéh disse...

algo contraditório.. mas verdadeiro..

1 BJ

Anónimo disse...

Fabuloso!!EStou sem palavras...é incrivel como algures entre palavras e sons distantes se encontram pesssoas e sentimentos..contraditórios, é certo, mas muito verdadeiros!
Beijinhos, Voltarei!
João JR