quinta-feira, junho 08, 2006

poema piroso à noite

à noite
sinto o barulho da água
espargida pelos pássaros no jardim
do prédio
vizinho
( à noite sinto os dentes do vampiro
no pescoço do homem
encontrado morto
no telejornal da tvi )
à noite
sinto

em mim
a ascese do último

verso

al-jib

2 comentários:

Anónimo disse...

Abençoada lufada de ar.Uf!

melchom disse...

com que então piroso, hem!?

( estes "meninos" andam tantans de todo
.e o belzebu é que é o diabo)