segunda-feira, junho 12, 2006

10 não - haikus

no olhar
o mais profundo
relâmpago.


em ti: o arder
solitário
da magnólia.



no andar
a leveza que desperta
olhares de gato.

com as raízes
do vento
constróis tua casa.

o silêncio
são teus olhos
na minha carne.

às vezes no poema
ocupas
o lugar do mar.

dá-me a tua voz
com ela
cantarei as pedras e o sal.


digo: nascente
e o poema
repete o teu nome.

Saber do fogo
o segredo
de em ti arder

em teu corpo
conheço
o segredo dos búzios.

Manuel A. Domingos

9 comentários:

melchom disse...

às vezes apetece-me falar muito a sério, quando encontro boa POESIA
.
é o caso
.
rendo-me à evidência do poema maior
.

melchom disse...

e do POETA
.
bis
.

Ana Luar disse...

Tb eu me rendo à magia do poeta...

boleia disse...

obrigada pelo poema, pela música e pela visita! Tudo muito bom!

ailéh disse...

melchom meu diabo ,,, e sempre um dia ganho quando encontramos boa poesia... um dia com mais brilho..

ailéh disse...

analuar ... ainda bem que se rendeu... volte sempre...
o sonho é seu.

ailéh disse...

boleia... nada a agradecer ... tudo a partilhar .. obrigada pela sua boleia... beijo

Rosmaninho disse...

ailéh

Um beijo silvense recebi, com muito gosto.
E...se o meu rosmaninho conseguir aromatizar, um pouco, o teu sonho fico feliz.



~*Um beijo*~

manuel a. domingos disse...

obrigado, mais uma vez, pela referência.