quinta-feira, maio 25, 2006

Houve um dia em que as estrelas cintilaram, em que o sol sorriu e a chuva simplesmente não se mostrou.
Houve um dia, guardado na minha condição de ser apenas humana, em que sonhei mais e quis tudo. Tudo aquilo que nós sabemos não ser possível existir.
Mas quis e fui contra o tempo, contra o fado, contra o meu pai.

Cronos revoltou-se.
Meu amor, eu pequei contra Cronos só para te amar.
E eís-me agora sem tempo, filha única orfã do tempo que gastei e não perdoei.
Quanto te sei perdido numa metragem qualquer, imagino a imensidão de todas as imagens que te devoram a alma.
Quanto te sei perdido por aí em busca de sol, imagino os fantasmas que te povoam a alma.
Quanto te sei perdido entre folhas de Outono, imagino verde que te habita o olhar.
Quanto te sei perdido por aí num labirinto qualquer, imagino Teseu sem qualquer esperança.
Renuncio então a Cronos, para desmistificar a tua dor - . E com essa glória imortalizar o labirinto que em mim vive com diversas tonalidades.
Mas tu, Teseu sem qualquer esperança, continuas a perder-te sem infinitamente encontrares a cor do meu olhar.
foi então que renunciei a cronos para penetrar o teu olhar,
foi então que quis ser mulher apenas pra te dar a minha cidade - Teseu sem qualquer esperança.

Kraiene

4 comentários:

daniel sant'iago disse...

Há pior que não ter qualquer esperança?

daniel

ailéh disse...

há, não saber se quer o que é esperança:)))

beijo esperançado

al-jib disse...

miúda!
estás tão, tão, marada que te esqueceste de uma quantidade de letras, trocaste outras, e a dislexia aumentou ... perqueia?
.
.
... queres que eu diga, queres?
.
.
pois então na digue, prontes!
.
bejes

ailéh disse...

mode o marelo dos dentes